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Seja sempre o Bem vindo

YOGA’S CITTA VRTI-NIRODHAH

Yoga é a inibição das modificações da mente
(Patânjali –Sec. II ou IV DC )

Somos seres espirituais. Cada um de nós, em Essência, é um Ente Divino. Nossas potencialidades são infinitas. Descobri-las é um feito fantástico. Dinamizá-las e manifestá-las é nosso maior desafio (além de ser um direito exclusivamente nosso). Ao aceitá-lo, assinamos um pacto com a Vida, renunciamos ao espectro da morte, abandonamos a perspectiva de uma existência humanamente frágil, enriquecemos nossa habilidade de viver e nos tornamos efetivamente capazes de ajudar o mundo a ser melhor.

Eis o objetivo, tão pura e simplesmente, do Yoga. Sem subterfúgios, sem tolas discussões sobre formas, acentuações gráficas e outras meras modalidades mercadológicas. Yoga é para ser praticado sempre sem perder de vista o desabrochar do Divino, a superação da egolatria, a vitória final sobre as sombras da ignorância fundamental. Superada esta é que ocorrerá o Grande Despertar e, finalmente, a Porta do Sol irá se abrir.

domingo, 30 de outubro de 2011

O Pobre e o Rico

Pobre não é aquele que não tem, mas aquele que pede.
Rico não é aquele que tem, mas aquele que dá.
                                  (Hermógenes)

Uma Casinha Pequenina

"Campos de lavanda da Provence, uma tarde de compras, filhos, muito dinheiro no banco, Prozac, chocolate, sexo... Já parou para pensar no que nos faz felizes?".
A indagação acima faz parte de recente artigo publicado no jornal "O Globo", no qual pessoas de diferentes ramos de atividade opinam sobre o tema. Entre os que foram ouvidos, há quem considere impossível definir a felicidade, quem a encontre no palco em que atua ou no convívio com as pessoas e quem a descubra num domingo com a família, indo ao cinema no meio da tarde durante a semana "e num pé de jabuticabas carregado". Para uma astróloga, "a lua é definitiva na idéia de felicidade". Uma filósofa garante que "a felicidade é uma idéia que mais aprisiona do que liberta" e um psicanalista entende ser impossível definir "a tal da felicidade". Impossível, incerta e efêmera, garante uma escritora, , enquanto uma jornalista assegura que a felicidade "está em viver uma vida interessante, variada, aberta para as pessoas, as novidades, os acontecimentos, os inicidentes"...
 Podemos assegurar que, não só entre os que são citados no artigo do jornal, como entre a maioria dos seres humanos, cada um tem a sua receita particular de felicidade, assim como há aqueles que, por algum motivo, sequer acreditam que ela possa ser alcançada. E o que nos diz o Yoga?
Euforia,prazeres, vitórias, acumulação de riquezas e outras inúmeras vantagens pessoais ou de grupos, não são sinônimos de felicidade, asseguram os Sábios, porque, assim como surgem, cedo ou tarde desaparecem, levando consigo "a tal felicidade".A felicidade que todo yogue deve buscar com denodado esforço e intensa devoção é Ananda, que não se esgota e é alcançada com a conquista definitiva do mais alto nível de consciência, em que o ego é totalmente vencido . Contrariando a singeleza do verso popular, Felicidade não é "uma casinha pequenina, lá no alto da colina, onde a gente quer amar".  

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sem Diferença

Consta que o  Matemático grego Tales de Mileto, mais antigo filósofo ocidental conhecido, dizia que não há diferença entre a vida e a morte. Um cético o questionou: - Então, por que você não morre? Resposta do Sábio: - Porque não faz diferença... 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Essência Infinita

O Sábio Yogue nos ensina a evitar discussões teóricas sobre as Escrituras. Sábio é quem se devota a realizar, não só a ler, as antigas revelações - diz ele. E acrescenta: - Resolva todos os seus problemas através da meditação. Especulações improfícuas, troque-as pela autêntica comunhão com Deus. Limpe sua mente do entulho teológico, repleto de dogmas, e deixe que nela penetrem as águas frescas, curativas, da percepção direta. Harmonize-se com o ativo Guia interno: a Voz Divina tem resposta para todo dilema da vida. Embora a habilidade humana para meter-se em dificuldades pareça inesgotável, o Socorro Infinito não é menos inexaurível.
O ensinamento do Sábio ainda recomenda: - Recorde-se que você a ninguém pertence e que ninguém lhe pertence. Reflita que algum dia terá subitamente de abandonar tudo neste mundo; estabeleça, pois, o contato com Deus, agora. Prepare-se para a viagem astral da morte que se aproxima, viajando diáriamente no aeróstato da percepção divina. Por obra da ilusão, você pensa que é um fardo de carne e ossos, o qual vem a ser, quando muito, um ninho de complicações. Medite sem interrupção, e logo virá a contemplar-se como Essência Infinita, livre de todas as misérias. Deixe de ser um prisioneiro do corpo. Aprenda a escapar para o Espírito. 


domingo, 25 de setembro de 2011

Desaprender

Apresentou-se à porta do convento um médico interessado em tornar-se frade. O prior encarregou  o mestre de noviços de atendê-lo.
Caro doutor - disse o mestre - o prior envia-lhe esta lista de perguntas. Pede que tenha a bondade de respondê-las de acordo com os seus doutos conhecimentos.
 O jovem médico, acomodado na parlatório, tratou de preencher o questionário. Em menos de uma hora devolveu-o ao mestre. Este levou o papel ao prior e retornou 15 minutos depois:
- O prior reconheceu que o senhor demonstra grande conhecimento e erudição. Suas respostas são brilhantes. Por isso pede que retorne ao convento dentro de um ano.
O médico estampou uma expressão de desapontamento.
- Ora, se respondi corretamente todas as questões - objetou - por que retornar dentro de um ano? E se eu tivesse dado respostas equivocadas, o que teria sucedido?
- O senhor teria sido aceito imediatamente e, na próxima semana, já estaria entre os noviços.
- Então, por que devo retornar em um ano?
- É o prazo que o prior considera adequado para que o senhor possa desaprender conhecimentos inúteis.
- Desaprender ? - surpreendeu-se o médico.
- Sim, desaprender. Entrar na vida espiritual é como empreender uma viagem: quanto mais pesada a bagagem, mais lentamente se cobre o percurso. Na sua há demasiadas coisas substantivamente inúteis.
O texto acima foi extraído de um artigo de Frei Betto, intitulado "A arte de desaprender", publicado hoje ( 25 de setembro), no jornal O Globo. Não há muito o que comentar, já que exemplifica com clareza a necessidade de desprezarmos o supérfluo, dedicando-nos ao aprofundamento no essencial. Frei Betto finaliza o artigo com o seguinte ensinamento : "A vida espiritual é um contínuo desaprender de apegos e ambições, vaidades e presunções. A felicidade só conhece uma moradia: o coração humano. Eis aí milhões de viciados em drogas a gritar a plenos pulmões terem plena consciência de que a felicidade resulta de uma experiência interior, de um novo estado de consciência. Como não aprenderam a via do absoluto, enveredaram pela do absurdo. E convém aprender: no amor mais se desaprende do que se aprende". 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Para Quem É Muito Inteligente

A mente que segue os errantes sentidos torna a Alma tão desvalida quanto o barco que o vento desnorteia sobre as águas - bela forma poética utilizada por Krishna para instruir Arjuna. Mata todo o desejo de vida, aconselha Krishna, referindo-se ao corpo-ego, não ao verdadeiro Eu, que "é eterno, indestrutível, não mata nem é morto".
Destrói o sentimento de separatividade! - continua Krishna, a propósito da grande ilusão (Maya), que nos faz acreditar que somos seres isolados da Divindade.
Eis outro ensinamento que o praticante de Yoga não deve perder de vista: "Mata a sensação; olha por igual o prazer e a dor, o ganho e a perda, a vitória e a derrota; busca refúgio só no Eterno".
E mais este, do mesmo Krishna: "Os sábios não se afligem nem pelos vivos, nem pelos mortos; jamais deixei de existir e nenhum de nós deixará jamais de existir".
Antes de qualquer juizo imediato e apressado, leia e releia cada um desses ensinamentos e reflita profundamente, Não se deixe levar pela pura e simples inteligência que você possui, ou pelo grande valor intelectual já adquirido. Como ensina o Sábio: "Inteligência demais nem sempre é tão útil".

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O eu

Insistente advertência do Sábio: O eu é todo o mal que existe, enquanto a ausência do eu é todo o bem. Do eu, que é ignorância, provêm todos os males que atormentam a vida. Tudo que é bom e digno de reverente aperfeiçoamento é inerente à existência do eu. Fora do eu, não há morte nem renascimento. Esse círculo vicioso de mortes e renascimentos é sustentado apenas pela ignorância primordial, que é o eu. O eu é, por si mesmo, a morte, por ser a negação da Verdade, que é Vida. Não somente deve ser destronado, como também ser condenado à extinção, pois não há segurança enquanto o eu sobreviver.